tipo de alimentação reflete na qualidade de vida das pessoas

vida-pouco-saudávelEla pode melhorar e muito a sua vida. O tipo de alimentação reflete na qualidade de vida das pessoas.

De acordo com médicos e nutricionistas ter um cardápio balanceado pode prevenir doenças e até mesmo servir como tratamento dos mais variados tipos de enfermidades, obviamente que de forma complementar a outras medidas, como atividades físicas por exemplo. Para manter o organismo forte e saudável depende de bons nutrientes.

Aprenda o poder da alimentação

Bom cardápio pode ajudar a evitar doenças

“A alimentação colabora para o funcionamento dos órgãos, pois é o suporte de tudo que acontece no nosso corpo. É como construir uma casa. Não podemos usar matéria-prima de má qualidade pois não irá sustentar. Da mesma forma acontece com o nosso organismo. Para nos mantermos fortes e saudáveis dependemos de bons nutrientes”, avaliou Alex Carvalho Leite, endocrinologista do Hospital São Luís.

Mas há quem ainda use a desculpa da correria do dia a dia para fazer dos fastfoods, das comidas

saturadas de gordura e dos constantes cafezinhos, a única opção para alimentar-se. Tudo isso em um curto intervalo fazendo com que a refeição seja ingerida sem uma mastigação correta e em muitos casos a pessoa sequer senta para comer. De acordo com os médicos é aí que mora o perigo.

“Esse ritmo é prejudicial não só para o estômago, como para todo o organismo. A má alimentação interfere até mesmo no humor de uma pessoa” explicou Maria Elisa Yaemi, nutricionista do Hospital São Luís.

A correria faz ainda com que as pessoas consumam em excesso carboidratos, carnes gordurosas, macarrão instantâneo, suco em pó, refrigerante e chocolate. “São alimentos rápidos que podem ser consumidos, desde que façam parte de uma alimentação equilibrada em carboidratos, proteínas e gordura poli-insaturada”.

A consequência desses hábitos pode resultar em complicações, segundo Cristine Lengler, gastrologista do São Luís. Ainda não existe nenhum estudo que prove que somente o estilo de alimentação cause alguma doença, porém é notório que a falta deles podem influenciar na evolução ou diminuição da patologia. ”Notamos que uma boa parte das pessoas que desenvolvem câncer no intestino, tem uma dieta pobre em fibras.

Assim como o excesso de gordura aumenta o nível de colesterol e a falta de algumas vitaminas leva à queda de cabelo e problemas na pele. Por isso uma dieta balanceada pode equilibrar e ajudar a diminuir os riscos de doenças”.

Por conta disso, Maria Elisa alerta que “é possível se alimentar bem sim, mesmo com toda a correria.

É só ter disciplina e saber fazer as escolhas certas”. De acordo com ela, podemos encontrar sugestões saudáveis até mesmo nas grandes redes de fastfood. Basta resistir às tentações. A outra dica é carregar na bolsa frutas, barras de cereais, chás e beber bastante água. “Não podemos pular nenhuma refeição e

comer seis vezes por dia nos horários certos é fundamental, pois reduz a fome e evita os exageros”. orientou ela.

Hábito alimentar começa desde pequeno. Os pais que costumam levar constantemente seus filhos para comer em fastfood devem ficar atentos para os hábitos alimentares dessas crianças. “Os adultos de hoje com alto índice de colesterol, foram crianças que não tiveram o costume de comer verduras e saladas e abusaram do fastfood hoje”, comentou a nutricionista Maria Elisa Yaemi.

Segundo ela, as campanhas e brindes estimulam pais e crianças a comerem sempre os lanches que são riquíssimos em sal e gordura. O sal é considerado um vilão na alimentação, pois eleva a pressão arterial. “A família precisa dar o exemplo de uma alimentação saudável. Não podemos criar vínculos de alimentação inadequada por conta de campanhas e brindes oferecidos pelas redes de fastfood. O fácil acesso pode virar uma rotina” complementou.

Mesmo assim é difícil negar alguns pedidos das crianças e por conta disso Maria Elisa afirma que, levar a criança de vez em quando não é nenhum problema. Nós devemos e podemos comer de tudo. Todo mundo tem suas vontades e deve realiza-las, basta ter equilíbrio e disciplina para não exagerar”.

Cada tipo de pessoa pode ter um cardápio equilibrado. A regra de uma boa alimentação vale para todos.

Sabemos quais são os nutrientes que podemos investir e aqueles que devemos evitar. Porém, segundo a nutricionista Maria Elisa Yaemi, do Hospital São Luís. uma alimentação deve ser equilibrada de acordo com a necessidade de cada um.

“Algumas pessoas podem ter patologias que pedem uma concentração maior de determinado nutriente. Por exemplo, quem sofre de intestino preso precisa de mais fibras e água. Além disso, temos que avaliar a idade, o peso e a altura de cada um. Quem sofre com a obesidade precisa de uma dieta com medidas de redução, assim como quem precisa ganhar peso pede uma alimentação mais rica em carboidratos”.

De uma forma geral, a recomendação é que o prato seja sempre colorido. “Você pode comer um pouco de tudo é importante que se tenha o equilíbrio das diferentes classes de alimentos”, afirmou Alex Carvalho Leite endocrinologista do Hospital São Luís.

Maria Elisa ressalta a importância de medidas que complementam a qualidade de vida. “O fumo e a bebida alcoólica roubam os nutrientes e as vitaminas ingeridas em uma alimentação saudável. Praticar exercícios físicos e evitar o sedentarismo também é fundamental. Até porque, uma alimentação não vale de nada se não existe um estilo de vida harmonioso” concluiu.

Evite a má digestão

Há quem sempre recorra aos famosos sais de fruta para aliviar a digestão e aquela sensação de estômago cheio. Mas de acordo com os médicos especialistas, esta medida somente alivia um sintoma e não funciona como tratamento.

Para evitar esses desconfortos o indicado é fazer uma alimentação de forma adequada. Segundo a nutricionista Maria Elisa Yaemi, o primeiro passo é sentar tranquilamente na hora da refeição. O segundo passo está na escolha. “Saladas e sopas servem de entrada, pois elas têm alto poder de saciedade.

Com isso, você evita o excesso na hora do prato quente”. Você deve mastigar bastante todos os alimentos e comer de maneira moderada para não ficar com a sensação de que comeu demais.

Intoxicação – para evitar esse mal, Maria Elisa recomenda cuidados na hora de escolher os alimentos e os restaurantes onde se costuma fazer as refeições. “Geralmente o alimento estragado não tem cheiro e nem aparência. É preciso confiar muito no lugar onde come. Verifique sempre a higienização do local,

as temperaturas em que os alimentos são mantidos, os aromas e a uniformização dos funcionários do local. Esses detalhes podem fazer a diferença”.

 

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