Temos tomado conhecimento, através da imprensa, de matérias sobre a chamada "Doença da Vaca Louca" que nem sempre estão de acordo com a verdade científica.
O CRMV/RJ, objetivando melhor informar nosso público, presta os seguintes esclarecimentos:
1. "Doença da Vaca Louca" é o apelido da Encefalopatia Espongiforme Bovina.
2. No animal, a doença apresenta sintomas, como: alterações de comportamento, demência, paralisia e morte.
3. O tempo de incubação é longo, mas a partir do momento em que a doença se manifesta, ela mata em poucos meses.
4. Ainda existem muitas dúvidas a serem esclarecidas sobre esta doença.
5. O suposto vírus causador da Encefalopatia
Espongiforme Bovina, pertence ao Grupo II que é onde estão arrolados os vírus
sem classificação definida.
Eles tem características muito próprias tanto que há pesquisadores que os chamam
de viróides (semelhantes ao vírus) e outros os chamam de virinos.
6. As incubações das infecções causadas por eles são muito longas.
7. Sua resistência é muito grande. Suportam temperaturas de 99,5ºC, durante duas horas, sem perder a atividade!
8. O mesmo vírus também ataca os ovinos, produzindo coceiras (daí o nome scrapies) e, eventualmente, os caprinos.
9. As doninhas (mamífero carnívoro, semelhante ao furão brasileiro), também estão sujeitas à doença. Isso foi descoberto nos Estados Unidos e, depois, registrado no Canadá.
10. Existe uma doença muito semelhante e estranha chamada Kuru ("doença do riso"), que é uma afecção humana que ocorre entre os nativos de uma região da Nova Guiné, na África. Esses nativos vivem num baixíssimo nível cultural, equivalente ao da Idade da Pedra Lascada. A transmissão da doença, ao que tudo indica, se dá através da antropofagia.
11. A transmissão da Encefalopatia
Espongiforme Bovina (EEB) ao homem é assunto que ainda não está totalmente esclarecido,
mas há evidências muito fortes de que isso aconteça e isso porque a EBB pode
ser causada por um lentivirus, como o já citado Kuru e a Doença de Creutzfeldt.
Esta última, é uma doença transmissível, experimentalmente, a chimpanzés que
adoecem anos após terem recebido injeções de material colhido na hipófise de
pessoas que morreram com a doença.
12. Semelhante ao que acontece com a transmissão do Kuru (antropofagia), a EBB pode ser transmitida ao homem através da carne bovina contaminada. Principalmente pela ingestão de células nervosas (encéfalo = miolo e medula).
A síndrome da vaca louca está se alastrando pela Internet. A rede mundial de troca de informações e serviços por computador já tem mais de 40 home pages dedicadas ao assunto, com dados variados sobre diversos temas ligados à doença e às suas similares e homens ( o mal de Creutzfeldt-Jacob, ou CJD) e em ovelhas (o scrapie).
Quem quiser se informar sobre o problema deve iniciar a pesquisa pelo endereço: http://inet.unic.dk/~iaotb/bse.html. Criada pelo grupo dinamarquês Independent Agrochemical Observer (IAO), a página, que tem como primeira imagem a foto de vacas sendo queimadas, é o ponto de partida para um mergulho a fundo no assunto.
Algumas das home pages explicam como se dá a evolução do mal da vaca louca e de suas similares, outras registram o histórico da doença e há ainda as que abordam as últimas pesquisas sobre o assunto. O relatório do Governo britânico que relacionou o CJD à sua similar bovina também pode ser acessado pela página do IAO.
Entre as instituições que criaram sites sobre a doença estão desde algumas das mais importantes na área de pesquisa do mundo - como o Centro de Controle de Doenças (CDC) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - até algumas menos conhecidas, como a Sociedade Vegetariana da Grã-Bretanha.